Um motorista de ônibus de 44 anos foi agredido na tarde de domingo (11) no bairro Carangola, em Petrópolis, na Região Serrana do Rio de Janeiro. De acordo com informações repassadas por ele a um policial militar, o grupo de homens que o atacou justificava a violência afirmando que o profissional havia machucado uma pessoa, embora a origem desse boato ainda não tenha sido esclarecida.
A Polícia Militar e o Corpo de Bombeiros confirmaram que, ao chegarem ao endereço da ocorrência, a única vítima que necessitou de atendimento médico foi o próprio motorista do coletivo.
Dinâmica da agressão e depredação do veículo
Segundo o relato prestado pelo motorista, ele conduzia um veículo da linha 3036, operado pela empresa Cidade das Hortênsias. Ao parar em um ponto de ônibus, foi abordado pelos suspeitos e alvo de socos. Para se proteger das agressões, o profissional conseguiu se trancar no interior do coletivo e acionar a Polícia Militar.
Moradores da região presenciaram o ato de violência, cujas cenas foram registradas em vídeos que circularam nas redes sociais. As imagens mostram o momento em que alguns indivíduos arremessam pedras e galhos de árvores contra o ônibus, destruindo a porta e os vidros.
Quando as equipes da Polícia Militar chegaram ao local, os agressores já haviam fugido. O motorista recebeu os primeiros socorros de uma equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) e foi encaminhado à Unidade de Pronto Atendimento (UPA) da Cascatinha apresentando ferimentos nas costas.
Posicionamento de empresas e do sindicato
A empresa Cidade das Hortênsias e o Sindicato das Empresas de Transportes Rodoviários de Petrópolis (Setranspetro) emitiram uma nota de repúdio conjunta para lamentar a violência sofrida pelo trabalhador.
No comunicado, a empresa informou que está apurando a motivação do ocorrido, mas enfatizou que nenhuma circunstância justifica atos de violência ou agressão. A companhia destacou ainda que, em mais de 60 anos de história, esta foi a primeira vez que presenciou uma ocorrência de tamanha gravidade e agressividade.
Por sua vez, o Setranspetro alertou que episódios dessa natureza colocam em risco a integridade física de trabalhadores, passageiros e transeuntes, além de comprometerem o direito fundamental de ir e vir da população local.
Fonte original: G1